segunda-feira, 20 de abril de 2015

Número dois

Dois pares de sapato,
pra um casal apaixonado.

Número dois do combo do Mc Donald's.
para aquele senhor, o velho palhaço Ronald's.

Número um pra quem bebeu muita água,
número dois pra quem vai entupir a privada.

Dois estranhos com nada em comum,
que se encontraram na rua depois do mendigo soltar um pum.

Número dois foi o Pedro,
que na corrida, chegou antes que o terceiro.

Dois amassos
e dois cadarços,
que se entrelaçaram,
e um lance romântico
começaram.


Att,  Mie




sexta-feira, 17 de abril de 2015

C.P.SAM.: 3#

Loc off. voz Ella.

Tic Tac, tic tac... Não não. Não é a bala famosa sabor menta ou laranja.
É o relógio mesmo, que não para de fazer esse barulho estrondoso em minha mente.

Agora o Narrador dessa história, EU.

Ella está na sala de sua casa deitada no sofá mexendo no celular aleatoriamente como sempre.
São 14h35 e ela, nem almoçar ainda foi, muito menos escovou os dentes e não tomou banho desde ontem, as 7h13 quando antes de sair para trabalhar. 

Sim, ela está um nojo. 

Maior nojo é a caneca com um desenho de coruja cheio de resquícios de café que aguarda ansiosamente ao lado do laptop para ser levado para a cozinha e assim ser lavado devidamente com detergente e a esponja amarela.
Mas Ella, tá com muita preguiça de tirar a bunda, ou melhor , o corpo todo daquele lindo e confortável sofá cama cinza com almofadas coloridas que ganhara de sua amiga Ana.

Ana por sua vez, é amiga de Ella desde a época do pré primário, onde se conheceram socando e chutando Rodrigo no intervalo. Elas eram duronas, cheio de energia e muito vingativas com os garotos que a importunavam, principalmente com Rodrigo que sentava logo atrás da pequena Ella e sempre que podia, grudava um pedaço de chiclete em seus volumosos e compridos cabelos castanho escuros.
Por isso Ella, hoje, continua com o corte curto que começara na infância , e sim, tudo por conta do maldoso Rodrigo.

Enfim, a autora aqui desta narrativa, junta-se a mesma situação de Ella, num looping constante de divagações, Ella na internet e suas malditas redes sociais, e eu, na história da garota que anda de vespa nas ruas de Essepê.


Att, Mie.





quinta-feira, 16 de abril de 2015

C.P.SAM.: 2#

Caro Humano,

Nota do autor: Caso vossa pessoa queira entender com totalidade sinetésica, a sensação dos acontecimentos desta narrativa coloque no search do mais acessado site do mundo (depois do google) nomeado por chad, ou jawed ou Steve de youtube , a música Within-Daft Punk.

------Mas, ATENÇÃO! Só coloque o play, quando for solicitado------

Ella pega o trem, como sempre, em direção a algum destino cotidiano. Hoje, com um livro na mão, “A culpa é das estrelas” – o clichê comovente do ano de 2014 – Ella senta no banco preferencial pois não enxerga nenhum velho ou uma mulher aparentemente prenha com sua visão supersônica míope. Então Ella se aproveita da situação. Já sentada e com uma sensação de ‘estou burlando as leis metropolitanas’, abre o livro, coloca os fones tremendo, não porque tem Parkinson, mas pelo simples fato de ser inverno, e ser mais um daqueles dias frios onde a sensação térmica é abaixo da temperatura real.  Faz um decisão importante nesse momento. Decide por o play no modo aleatório do celular e deixar rolar a playlist que vier. Hoje, a música do dia, vai ser selecionada pela sorte, e não por seu dedo mediocramente curto e gordo conectado com sua mente para alterar de som que convém com seus ouvidos no momento.
Passados 20 minutos, uma voz feminina avisa que é chegada a parada Pinheiros. Ella desce.
Ella anda como todos em direção das escadas rolantes.
Ella sobe as escadas no meio da multidão , e agora, caro leitor, caso queira, aqui é onde você pode por o play na música que ficou pausada lá no Youtube, pois é a mesma que Ella começa a escutar também.


Agora, mais do que quando estava dentro do trem, Ella é amassada e aquecida por mais estranhos. Sobe as escadas rolantes e a voz rotineira da sua mente começa:  ‘Quem são essas pessoas?
Para onde será que aquele cara de dréd barbudo tá indo?
Ele olhou para mim, era interessante...
O que aquela senhora com cachecol de bolinhas cinzas tomou no café da manhã?
Ela esta com o casado sujo, deve ser a pasta de dente.
Será que alguém aqui deu aquela rapidinha matinal e depois levantou feliz depois de gozar?
Meu deus, que frio!”
Ella vai andando, e conforme vai se envolvendo com a música, parece que o tudo começa a se movimentar com mais lentidão. As pessoas apressadas e estressadas no rumo de seus afazeres, começam a parecer como hologramas em tom sépia. Algumas se destacam, como é o caso de um guarda bonitão que conversa com um rapaz de calça caquí, blazer preto, all star verde musgo, com uma bolsa bege de carteiro e com um livro na mão. Ella acredita que seja algum gringo perdido, ele deve ser daqueles que se aventuram por aí e dorme em hostel, afinal, aqui no momento dessa narrativa, estamos no período da copa no Brasil (onde tal país perdeu feio da Alemanha nas semi finais).
E vai andando pelo corredor:
 “Como as pessoas estão elegantes”, Ella pensa, ‘’deve ser por conta do frio, as roupas são de fato mais classudas’’.
Descendo a segunda escada rolante, Ella visualiza uma loja de sapatos.
Sapatos!
Ela  está com suas botas cotidianas. Suas botas são duras, como gostaria de estar com suas pantufas. Começa mais um devaneio:
Imagina todos de pijama indo para o trabalho? De gorros coloridos estilo peruano! Pantufas e luvas! Ia ser bacana... estilistas de pijamas iam ganhar fortunas, eu gostaria de ser estilista, Gisele ia ficar bem de pijama roxo.
Sim meu caro leitor. É tanta gente que tem aqui, tanta gente em SP, tanta gente no mundo andando pra lá e pra cá que milhares de histórias dá pra imaginar.  E somos 7 bilhões aproximadamente...
Ella começa a em outro e profundo devaneio enquanto ainda não pega o metrô:

     Qual  a razão de estar aqui no meio dessa multidão?

Ella é uma pessoa normal.
Não tem superpoderes.
Nenhuma aranha mutante a picou.
Uma pedra de plutão não caiu em seu crânio, e das maiores futilidades :
Ella não é nenhuma estrela Hollywodiana loira com peitos fartos. 
E é exatamente isso que finalmente descobre descendo aquelas 5 escadas rolantes que parecem as do castelo de Hogwarts - uma outra história que você pode descobrir mais lendo Harry Potter ou simplesmente assistindo aos 8 filmes da super indústria de entretenimento, Warner-, Ella é só mais uma. Ella é parte da massa paulistana desvairada. Ella, só faz o que tem que se fazer. Vive nas convenções e dentro das legalizações no sistema que está inserida involuntariamente. “Eu sou como eles, mas não sou como eles na minha mente, assim como qualquer um deles não é como ninguém mais dentro da cabeça de cada um”.  E nesse exato momento, parada na frente do “Bom bom delícia, outra lojinha dentro dos corredores do metro, ela não sabe o que quer. Pra onde vai e pra onde quer chegar, ela não tem a mínima noção...
 [...] [...] pensa, pensa e pensa. 
Os pensamentos estão com ela desde sempre que se conhece por gente.
É incessante, inquieto, incolor mas não indolor.

E Ella  entende que é apenas mais uma ela.











C.P.Sam.: 1#

Caro humano ,
(que lê esse composto de palavras escrito por mim, a “escritora”)

Aqui relato sobre Ella. Nome que decidi , depois de passar por Sofia, Lia, Bia, Gina, Nina, Talita, Rita, Maria, Verônica, Sônia, Mona, Joana, Ana, Clara, Mara, Jussara, Isadora, Amora, Flora, Dora, Tati, Jaque, Mari, Alice, Dirce, Aline, Gabi, Liz, Jasmim... enfim!

E não.
“Ella” não é abreviação de Rafaela muito menos de Isabela. Muito menos de Florisbela ou Gabriela.
É só “Ella” mesmo. Com dois “L”, por favor.
E sim, 
Eu gosto de jogar stop.
Por onde começar?
Ah!
Pelo começo é claro, seria o que todos diriam.
Mas não.
Tô com preguiça.
É o ócio daquele que vós escreveis.


Att, Mie

Caro Humano,

Esse é  o primeiro texto, escrito sem jeito, por um alguém que nas aulas de português dormia, e nas de matemática, pra resolver alguma equação sentia uma grande euforia.

Esse é o segundo parágrafo... aqui já não sei mais o que escrever.

Escrever não é tão simples como pensar. 
Escrever não é tão simples como falar. 
Escrever não é tão simples como comer.
Escrever não é tão simples como respirar.

Mas, escrevo porque fui obrigada a ir a escola quando criança e aprendi as técnicas gramaticais literárias do português. Cresci no ocidente, por isso escrevo desta maneira. Moro no Brasil, e não tenho como não falar Brasileirês.

Enfim, caro humano, eu encontrei um dia desses aí, uma antiga máquina de datilografia num canto escuro de um quarto de casa. E aprendendo a socar suas duras teclas enferrujadas, descobri o amor em colocar meus diversos pensamentos em palavras escritas.

Dedico aqui, meus versos e prosas a todos humanos que nesta terra habitam.

                                                                                   



Att, Mie.

P.s.: desculpem-me os erros de português, aceito cursos de gramática SEM professor Pascoali.