Loc
off. voz Ella.
Tic
Tac, tic tac... Não não. Não é a bala famosa sabor menta ou laranja.
É o
relógio mesmo, que não para de fazer esse barulho estrondoso em minha mente.
Agora o
Narrador dessa história, EU.
Ella
está na sala de sua casa deitada no sofá mexendo no celular aleatoriamente como
sempre.
São
14h35 e ela, nem almoçar ainda foi, muito menos escovou os dentes e não tomou
banho desde ontem, as 7h13 quando antes de sair para trabalhar.
Sim,
ela está um nojo.
Maior
nojo é a caneca com um desenho de coruja cheio de resquícios de café que
aguarda ansiosamente ao lado do laptop para ser levado para a cozinha e assim
ser lavado devidamente com detergente e a esponja amarela.
Mas
Ella, tá com muita preguiça de tirar a bunda, ou melhor , o corpo todo daquele
lindo e confortável sofá cama cinza com almofadas coloridas que ganhara de sua
amiga Ana.
Ana por
sua vez, é amiga de Ella desde a época do pré primário, onde se conheceram
socando e chutando Rodrigo no intervalo. Elas eram duronas, cheio de energia e
muito vingativas com os garotos que a importunavam, principalmente com Rodrigo
que sentava logo atrás da pequena Ella e sempre que podia, grudava um pedaço de
chiclete em seus volumosos e compridos cabelos castanho escuros.
Por
isso Ella, hoje, continua com o corte curto que começara na infância , e sim,
tudo por conta do maldoso Rodrigo.
Enfim, a
autora aqui desta narrativa, junta-se a mesma situação de Ella, num looping
constante de divagações, Ella na internet e suas malditas redes sociais, e eu,
na história da garota que anda de vespa nas ruas de Essepê.
Att,
Mie.
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