quinta-feira, 16 de abril de 2015

C.P.SAM.: 2#

Caro Humano,

Nota do autor: Caso vossa pessoa queira entender com totalidade sinetésica, a sensação dos acontecimentos desta narrativa coloque no search do mais acessado site do mundo (depois do google) nomeado por chad, ou jawed ou Steve de youtube , a música Within-Daft Punk.

------Mas, ATENÇÃO! Só coloque o play, quando for solicitado------

Ella pega o trem, como sempre, em direção a algum destino cotidiano. Hoje, com um livro na mão, “A culpa é das estrelas” – o clichê comovente do ano de 2014 – Ella senta no banco preferencial pois não enxerga nenhum velho ou uma mulher aparentemente prenha com sua visão supersônica míope. Então Ella se aproveita da situação. Já sentada e com uma sensação de ‘estou burlando as leis metropolitanas’, abre o livro, coloca os fones tremendo, não porque tem Parkinson, mas pelo simples fato de ser inverno, e ser mais um daqueles dias frios onde a sensação térmica é abaixo da temperatura real.  Faz um decisão importante nesse momento. Decide por o play no modo aleatório do celular e deixar rolar a playlist que vier. Hoje, a música do dia, vai ser selecionada pela sorte, e não por seu dedo mediocramente curto e gordo conectado com sua mente para alterar de som que convém com seus ouvidos no momento.
Passados 20 minutos, uma voz feminina avisa que é chegada a parada Pinheiros. Ella desce.
Ella anda como todos em direção das escadas rolantes.
Ella sobe as escadas no meio da multidão , e agora, caro leitor, caso queira, aqui é onde você pode por o play na música que ficou pausada lá no Youtube, pois é a mesma que Ella começa a escutar também.


Agora, mais do que quando estava dentro do trem, Ella é amassada e aquecida por mais estranhos. Sobe as escadas rolantes e a voz rotineira da sua mente começa:  ‘Quem são essas pessoas?
Para onde será que aquele cara de dréd barbudo tá indo?
Ele olhou para mim, era interessante...
O que aquela senhora com cachecol de bolinhas cinzas tomou no café da manhã?
Ela esta com o casado sujo, deve ser a pasta de dente.
Será que alguém aqui deu aquela rapidinha matinal e depois levantou feliz depois de gozar?
Meu deus, que frio!”
Ella vai andando, e conforme vai se envolvendo com a música, parece que o tudo começa a se movimentar com mais lentidão. As pessoas apressadas e estressadas no rumo de seus afazeres, começam a parecer como hologramas em tom sépia. Algumas se destacam, como é o caso de um guarda bonitão que conversa com um rapaz de calça caquí, blazer preto, all star verde musgo, com uma bolsa bege de carteiro e com um livro na mão. Ella acredita que seja algum gringo perdido, ele deve ser daqueles que se aventuram por aí e dorme em hostel, afinal, aqui no momento dessa narrativa, estamos no período da copa no Brasil (onde tal país perdeu feio da Alemanha nas semi finais).
E vai andando pelo corredor:
 “Como as pessoas estão elegantes”, Ella pensa, ‘’deve ser por conta do frio, as roupas são de fato mais classudas’’.
Descendo a segunda escada rolante, Ella visualiza uma loja de sapatos.
Sapatos!
Ela  está com suas botas cotidianas. Suas botas são duras, como gostaria de estar com suas pantufas. Começa mais um devaneio:
Imagina todos de pijama indo para o trabalho? De gorros coloridos estilo peruano! Pantufas e luvas! Ia ser bacana... estilistas de pijamas iam ganhar fortunas, eu gostaria de ser estilista, Gisele ia ficar bem de pijama roxo.
Sim meu caro leitor. É tanta gente que tem aqui, tanta gente em SP, tanta gente no mundo andando pra lá e pra cá que milhares de histórias dá pra imaginar.  E somos 7 bilhões aproximadamente...
Ella começa a em outro e profundo devaneio enquanto ainda não pega o metrô:

     Qual  a razão de estar aqui no meio dessa multidão?

Ella é uma pessoa normal.
Não tem superpoderes.
Nenhuma aranha mutante a picou.
Uma pedra de plutão não caiu em seu crânio, e das maiores futilidades :
Ella não é nenhuma estrela Hollywodiana loira com peitos fartos. 
E é exatamente isso que finalmente descobre descendo aquelas 5 escadas rolantes que parecem as do castelo de Hogwarts - uma outra história que você pode descobrir mais lendo Harry Potter ou simplesmente assistindo aos 8 filmes da super indústria de entretenimento, Warner-, Ella é só mais uma. Ella é parte da massa paulistana desvairada. Ella, só faz o que tem que se fazer. Vive nas convenções e dentro das legalizações no sistema que está inserida involuntariamente. “Eu sou como eles, mas não sou como eles na minha mente, assim como qualquer um deles não é como ninguém mais dentro da cabeça de cada um”.  E nesse exato momento, parada na frente do “Bom bom delícia, outra lojinha dentro dos corredores do metro, ela não sabe o que quer. Pra onde vai e pra onde quer chegar, ela não tem a mínima noção...
 [...] [...] pensa, pensa e pensa. 
Os pensamentos estão com ela desde sempre que se conhece por gente.
É incessante, inquieto, incolor mas não indolor.

E Ella  entende que é apenas mais uma ela.











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