Caro Humano,
Nota do autor: Caso vossa pessoa queira
entender com totalidade sinetésica, a sensação dos acontecimentos desta
narrativa coloque no search do mais acessado site do mundo (depois do google)
nomeado por chad, ou jawed ou Steve de youtube , a música Within-Daft Punk.
------Mas, ATENÇÃO! Só coloque
o play, quando for solicitado------
Ella pega o trem, como sempre, em direção a
algum destino cotidiano. Hoje, com um livro na mão, “A culpa é das estrelas” –
o clichê comovente do ano de 2014 – Ella senta no banco preferencial pois não
enxerga nenhum velho ou uma mulher aparentemente prenha com sua visão
supersônica míope. Então Ella se aproveita da situação. Já sentada e com uma
sensação de ‘estou burlando as leis metropolitanas’, abre o livro, coloca os
fones tremendo, não porque tem Parkinson, mas pelo simples fato de ser inverno,
e ser mais um daqueles dias frios onde a sensação térmica é abaixo da
temperatura real. Faz um decisão
importante nesse momento. Decide por o play no modo aleatório do celular e
deixar rolar a playlist que vier. Hoje, a música do dia, vai ser selecionada
pela sorte, e não por seu dedo mediocramente curto e gordo conectado com sua
mente para alterar de som que convém com seus ouvidos no momento.
Passados 20 minutos, uma voz feminina avisa
que é chegada a parada Pinheiros. Ella desce.
Ella anda como todos em direção das escadas
rolantes.
Ella sobe as escadas no meio da multidão , e
agora, caro leitor, caso queira, aqui é onde você pode por o play na música que
ficou pausada lá no Youtube, pois é a mesma que Ella começa a escutar também.
Agora, mais do que quando estava dentro do
trem, Ella é amassada e aquecida por mais estranhos. Sobe as escadas rolantes e
a voz rotineira da sua mente começa: ‘Quem são essas pessoas?
Para onde será que
aquele cara de dréd barbudo tá indo?
Ele olhou para mim,
era interessante...
O que aquela
senhora com cachecol de bolinhas cinzas tomou no café da manhã?
Ela esta com o
casado sujo, deve ser a pasta de dente.
Será que alguém
aqui deu aquela rapidinha matinal e depois levantou feliz depois de gozar?
Meu deus, que
frio!”
Ella vai andando, e conforme vai se
envolvendo com a música, parece que o tudo começa a se movimentar com mais
lentidão. As pessoas apressadas e estressadas no rumo de seus afazeres, começam
a parecer como hologramas em tom sépia. Algumas se destacam, como é o caso de
um guarda bonitão que conversa com um rapaz de calça caquí, blazer preto, all
star verde musgo, com uma bolsa bege de carteiro e com um livro na mão. Ella
acredita que seja algum gringo perdido, ele deve ser daqueles que se aventuram
por aí e dorme em hostel, afinal, aqui no momento dessa narrativa, estamos no
período da copa no Brasil (onde tal país perdeu feio da Alemanha nas semi
finais).
E vai andando pelo corredor:
“Como
as pessoas estão elegantes”, Ella pensa, ‘’deve ser por conta do frio, as
roupas são de fato mais classudas’’.
Descendo a segunda escada rolante, Ella
visualiza uma loja de sapatos.
Sapatos!
Ela está com suas botas cotidianas. Suas botas são
duras, como gostaria de estar com suas pantufas. Começa mais um devaneio:
Imagina todos de pijama indo para o trabalho?
De gorros coloridos estilo peruano! Pantufas e luvas! Ia ser bacana... estilistas
de pijamas iam ganhar fortunas, eu gostaria de ser estilista, Gisele ia ficar
bem de pijama roxo.
Sim meu caro leitor. É tanta gente que tem
aqui, tanta gente em SP, tanta gente no mundo andando pra lá e pra cá que
milhares de histórias dá pra imaginar. E
somos 7 bilhões
aproximadamente...
Ella começa a em outro e profundo devaneio
enquanto ainda não pega o metrô:
Qual a razão de estar aqui no meio dessa multidão?
Ella é uma pessoa normal.
Não tem superpoderes.
Nenhuma aranha mutante a picou.
Uma pedra de plutão não caiu em seu crânio, e
das maiores futilidades :
Ella não é nenhuma estrela Hollywodiana loira
com peitos fartos.
E é exatamente isso que finalmente descobre
descendo aquelas 5 escadas rolantes que parecem as do castelo de Hogwarts - uma
outra história que você pode descobrir mais lendo Harry Potter ou simplesmente
assistindo aos 8 filmes da super indústria de entretenimento, Warner-, Ella é
só mais uma. Ella é parte da massa paulistana desvairada. Ella, só faz o que
tem que se fazer. Vive nas convenções e dentro das legalizações no sistema que
está inserida involuntariamente. “Eu sou como eles, mas não sou como eles na
minha mente, assim como qualquer um deles não é como ninguém mais dentro da
cabeça de cada um”. E nesse exato
momento, parada na frente do “Bom bom delícia, outra lojinha dentro dos
corredores do metro, ela não sabe o que quer. Pra onde vai e pra onde quer
chegar, ela não tem a mínima noção...
[...]
[...] pensa, pensa e pensa.
Os pensamentos estão com ela desde sempre que
se conhece por gente.
É incessante, inquieto, incolor mas não
indolor.
E Ella
entende que é apenas mais uma ela.
Nenhum comentário:
Postar um comentário